O
óleo do tipo mineral tem o uso por quilometragem
recomendado até cinco mil quilômetros
e o sintético, conforme a marca e especificação
entre 10 e 15 mil quilômetros. Porém,
uma vez adicionado ao motor, é preciso ficar
atento ao prazo máximo para substituição,
que em ambos os casos é de no máximo
seis meses.
Tenho
um carro motor 1.000 com mais de 100.000 kms rodados,
sempre utilizei óleo semissintético.
Já me aconselharam a mudar, com o argumento
de que este óleo não faria bem quando
usado por tantos anos. Mesmo levando em consideração
que faço a troca a cada 10 mil km rodados.
É isso mesmo?
O óleo do tipo semissintético é
aquele que mistura a base sintética com a mineral.
Ele é recomendado para motores mais potentes
que trabalham em altas rotações. Mas,
nada impede seu uso em motores menos potentes. Provoca
menos carbonização interna e contribui
para amenizar o atrito entre as peças internas
do motor, principalmente durante a partida, quando
a maior parte do óleo encontra-se em repouso
no cárter – reservatório do óleo.
A troca é recomendada pela maioria dos fabricantes
a cada 10 mil km, mas convém efetuá-la
antes disso, por volta dos 8 mil km. Os comentários
que você recebe não fazem sentido. O
que importa é obedecer o limite de quilometragem
ou o tempo máximo para efetuar a troca, ou
seja, seis meses. Não esquecer de trocar
o filtro sempre que substituir o óleo.
O manual do meu veículo recomenda óleo
sintético ou semi 15W40. Eu usei o semissintético
5W40. Isso poderá afetar o motor? Qual é
o significado dessa sigla?
O
manual é o parâmetro a ser seguido. A
fábrica não sugere isso à toa.
São meses, em alguns casos, anos de estudos
e pesquisas para identificar a melhor especificação
do lubrificante. Isso leva em consideração
não apenas o motor novo, mas também
a manutenção de desempenho e rendimento
com o passar do tempo. Desse modo, se o fabricante
sugere o óleo do tipo 15W40, significa que
essa especificação é que atende
melhor os requisitos do motor.
A sigla indica a viscosidade do óleo com o
motor frio e também em regime de trabalho.
O primeiro número representa a viscosidade
quando o motor entra em funcionamento. Quanto menor
esse número, mais fino será o óleo.
Isso facilita o trabalho da bomba de óleo ao
aumentar a pressão e também faz com
que o lubrificante chegue mais rápido nas partes
altas do motor. Já o segundo indica a viscosidade
em regime de trabalho, ou seja, em altas temperaturas.
Quanto maior o número mais grosso será
o óleo e menor será o atrito entre as
partes móveis do motor. Normalmente os motores
mais potentes tendem a utilizar óleos mais
finos, e os motores de baixa rotação
os mais grossos. O importante é saber que o
óleo errado não cumpre a sua função
de lubrificar nem resfriar.
Colocar
um óleo mais grosso aumenta o consumo em combustível?
O
óleo com viscosidade mais elevada tende a lubrificar
melhor. Entretanto, o motor, principalmente com baixa
quilometragem, ainda não possui folgas e um
óleo mais denso afetaria sim o seu consumo.
Um óleo com essa característica é
mais recomendado para motores com alta quilometragem,
cujo velocímetro já ultrapassou os 100
mil km. Nesse caso, o motor já tem folgas maiores,
e o óleo mais grosso viria a compensar a lubrificação.
Vale relembrar que o óleo indicado para cada
motor leva em consideração uma série
de fatores, como, por exemplo, a rotação
submetida. Um motor de alto desempenho que recebe
óleo mais grosso que o especificado vai comprometer
a bomba de óleo. Isso provoca uma sensível
diminuição da vida útil da bomba,
pois vai diminuir a pressão e a vazão.
No final, isso acabará por provocar a oxidação
do óleo e também o entupimento dos canais
de lubrificação, o que trará
danos gravíssimos aos componentes móveis,
levando a fundir o motor por deficiência de
lubrificação.
O
que faz formar borra no motor, o óleo normal
ou o sintético?
Não
faz diferença se o óleo é convencional
ou sintético. Lubrificantes por si só
não criam borra no motor. É necessário
fazer algo com ele. Uma das reações
mais comuns que contribuem para isso é ignorar
as recomendações do produto, como por
exemplo, o prolongamento do intervalo de drenagem
de óleo além da recomendação
do fabricante. Essa é uma das principais causas
para a formação de borra. Na composição
do lubrificante estão os aditivos, que com
o tempo e a quilometragem esgotam sua capacidade de
ação e não mais evitam esse processo.
Se o motor tem um problema mecânico, como um
vazamento do líquido arrefecedor interno ou
um termostato que não permite que atinja temperaturas
normais de funcionamento, isso também poderá
causar a formação de borra de óleo.
Em
um motor com lubrificação convencional
existe alguma coisa que podemos fazer durante partida
para minimizar essa deficiência de lubrificação
ou seus efeitos para o motor?
Todo
proprietário deve manter ter todo o cuidado
com a manutenção do seu veículo.
Isso inclui o sistema de lubrificação.
Se você utilizar o óleo correto, dentro
das especificações como informa o manual
do proprietário, e se fizer as trocas dentro
dos períodos estabelecidos, já estará
fazendo o necessário. Agora, para tudo ficar
ainda melhor para seu carro, basta, quando o motor
estiver frio, aguardar alguns segundos em funcionamento,
para em seguida colocá-lo em velocidade reduzida
até que o marcador de temperatura atinja a
primeira marca. Se o seu carro não tiver esse
marcador, calcule algo em torno de cinco minutos.
Passado esse tempo, você pode exigir rotações
mais elevadas. Lembre-se, não é bom
ficar acelerando desnecessariamente
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