Aberto
ou fechado? -
Quem tem ar-condicionado deve ter percebido que sua
eficiência aumenta quando a recirculação
-- ou seja, o trabalho apenas com o ar da cabine,
sem admissão externa -- está ativada.
Isso ocorre quando está mais frio dentro do
que fora do automóvel: por isso, não
deve ser feito logo ao se entrar no carro quente,
mas algum tempo depois. A função também
serve para evitar a entrada de fumaça, poeira
e mau cheiro. No entanto, a recirculação
reduz a umidade do ar e impede sua renovação,
pelo que deve ser evitada em percursos longos, com
muitos passageiros ou em dias chuvosos.
Nem
só em dias quentes - Num dia de temperatura
mediana ou após o resfriamento da cabine, o ar
não precisa ser desligado: ajustando o controle
de temperatura (em graus, em alguns modelos), obtém-se
uma ventilação fresca e agradável
que evita a sensação de abafamento ao
desligá-lo.
Desembaçando
- Nem todos sabem, mas o ar-condicionado é
um ótimo desembaçador para os vidros:
direcionado ao pára-brisa e aplicado em ventilação
máxima (pouco importa a temperatura escolhida),
absorve rapidamente a umidade, resgatando a visibilidade.
Use
também no inverno - Quando o sistema
não é utilizado por muito tempo, suas
mangueiras tendem a ressecar e a gerar vazamento do
gás refrigerante. Ligue o ar por alguns minutos
a cada duas semanas, mesmo no inverno.
E
o consumo? - O aumento de consumo e a perda
de potência foram grandes obstáculos à
difusão do equipamento no Brasil. Hoje, porém,
os compressores mais leves e eficientes representam
cada vez menos prejuízo, a ponto de alguns modelos
1.000 rodarem bem com o ar acionado. Quanto ao consumo,
abrir as janelas para amenizar o calor prejudica a aerodinâmica
e pode aumentá-lo tanto quanto um ar-condicionado
bem utilizado -- e o conforto é incomparável.
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